Como de praxe, a produtora Valve sempre costuma levar muito tempo entre um lançamento e outro das continuações de sua serie principal: Half Life. No entanto, para amenizar a angústia da espera, ela também costuma produzir jogos paralelos ou com alguma ligação com a série e lançá-los nesses intervalos. Até o momento todos esses jogos são uma obra prima, como Team Fortress 2 e Portal, agora a ênfase se encontra no Left 4 Dead.
Um jogo cheio de adrenalina onde o que conta é a sobrevivência e para conquistá-la somente através do trabalho em equipe, seja no modo Multiplayer ou Singleplayer, onde você encontra-se na pele de um dos quatro sobreviventes tendo que enfrentar uma terrível catástrofe o qual um vírus infecta por completo a população de uma cidade transformando todos em Zombies.
Cada participante precisa não apenas defender-se, mas garantir ao máximo a sobrevivência dos seus companheiros. Mas, sem duvida, a maior atração do jogo não é apenas a sua espetacular jogabilidade, e sim a parceria com ótimos gráficos e uma IA (Inteligência Artificial) de primeira. Left 4 Dead consegue proporcionar uma aventura cheia de ação, porém, ao mesmo tempo, com as limitações semelhantes as que um ser humano encontraria em uma situação real, transmitindo ao jogador toda a apreensão e suspense que é estar rodeado de inimigos e a angustia de poder sofrer um ataque em massa a qualquer instante.
Para se ter uma idéia do excelente trabalho que fizeram com o Left 4 Dead, a sua inteligência artificial consegue manter o jogo cheio de emoção mesmo que jogado em níveis mais facilitados mantendo a situação de perigo ao extremo nos níveis mais difíceis. No nível mais fácil - recomendado para iniciantes até que se habituem aos cenários -, eles encontraram inimigos fáceis de enfrentar e eliminar. No entanto, conforme o jogador consegue avançar mais rapidamente pelo cenário, o número de ataques é intensificado, o que permite que o jogo não tenha um padrão no seu ritmo.
Já os níveis mais difíceis exigem todo o conhecimento do jogador quanto à sua localização do mapa e possíveis esconderijos de armas e/ou itens de sobrevivência que também têm seus lugares modificados a cada parida ou nível de dificuldade. Sofrer um ataque nesta situação requer uma atenção muito maior do jogador, que por vezes terá de escolher
salvar-se ou salvar um amigo, mas jamais abandoná-los, pois enfrentar a jornada sozinho é quase fatal.
Para dar um maior ar de suspense, o Left 4 Dead possui um dos cenários mais bem produzidos pela Valve, cheio de detalhes e objetos espalhados, bem como corpos multilados e em decomposição em lugares estratégicos para chamar a atenção do jogador. Ao mesmo tempo, isso combinará com uma trilha sonora que ajuda o jogador a identificar o perigo.
E para completar o conjunto, os inimigos enfrentados no jogo são sem duvida uma atração à parte. Eles são divididos em duas classes: Infectados comuns (que aparentemente são pessoas normais, mas que se movimentam rapidamente), e os Especiais, que sofreram mais mutações do que o normal e possuem habilidades especiais.
Como o Boomer, que pode embaçar a visão do jogador em situações de ataque com seu vômito, o Smoker que é capaz de puxar os sobreviventes com sua língua e soltar uma fumaça irritante quando eliminado, o Hunter que é um excelente caçador e pode pular grandes distancias e armar emboscadas, e claro, a terrível Witch, que pode derrubar o jogador com apenas um golpe se incomodada, e o temido Tank que possui tremenda força a ponto de arrancar pedaços do cão e arremessar na direção dos jogadores, para matá-lo será preciso a colaboração de todos e muita estratégia.

Outra ótima conclusão que podemos tirar deste jogo é que geralmente a produtora Valve costuma testar elementos gráficos e outros artifícios nesses jogos paralelos antes de aplicar em suas serie principal: Half-Life. Podemos classificar Left 4 Dead como um dos poucos jogos já feitos que conseguem driblar a monotonia e renovar a adrenalina que o jogador sente em enfrentar os seus perigos.
Análise por: Orivaldo Barbosa
Revisão e fotos por: Nicolas R.